Parada Cardíaca

O que é parada cardíaca?

A parada cardíaca acontece quando o coração deixa de bombear sangue de forma eficaz, interrompendo a circulação adequada para o cérebro e os demais órgãos.

Durante uma parada cardíaca, podem ocorrer diferentes ritmos cardíacos. De forma simplificada, eles são classificados em ritmos chocáveis e não chocáveis. Os ritmos chocáveis incluem a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP), situações nas quais a desfibrilação pode ser indicada. Já os ritmos não chocáveis, como a assistolia e a atividade elétrica sem pulso (AESP), não são tratados com choque; nesses casos, a RCP e o tratamento especializado das causas reversíveis são fundamentais.

Para quem presencia uma possível parada cardíaca, o mais importante é reconhecer rapidamente a situação, acionar o serviço de emergência, iniciar a Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e utilizar o DEA assim que estiver disponível.

Também é importante diferenciar parada cardíaca de infarto. O infarto agudo do miocárdio ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma região do músculo cardíaco é reduzido ou bloqueado. A parada cardíaca, por sua vez, caracteriza-se pela perda da circulação efetiva.

Um infarto pode provocar uma parada cardíaca, mas as duas condições não são sinônimas. Essa diferença é importante porque uma pessoa que está sofrendo um infarto pode permanecer consciente e apresentar sintomas como dor ou pressão no peito, enquanto uma pessoa em parada cardíaca normalmente está inconsciente e não respira normalmente.

Para compreender melhor essa diferença, consulte também as informações da American Heart Association sobre ataque cardíaco e parada cardíaca .

Como reconhecer uma parada cardíaca

Para uma pessoa leiga, o reconhecimento deve ser simples. Suspeite de parada cardíaca quando alguém não responde ao ser chamado ou estimulado e não está respirando normalmente. A pessoa pode estar sem respirar ou apresentar apenas respirações agônicas, que podem parecer suspiros, engasgos ou puxadas de ar.

As Diretrizes 2025 da American Heart Association para Suporte Básico de Vida Adulto orientam que a avaliação inicial considere principalmente se a pessoa responde e se apresenta respiração normal. Quando a pessoa não responde e não respira normalmente, deve-se acionar imediatamente o serviço de emergência e iniciar a RCP, conforme a situação e as orientações recebidas.

Respiração agônica não é respiração normal

Um dos erros mais importantes é interpretar suspiros ou respirações irregulares como sinal de que a pessoa está respirando normalmente. Durante uma parada cardíaca podem ocorrer "gasping" (respirações agônicas).

Exemplo de respiração agônica (gasping) durante uma possível parada cardíaca.
Fonte: Singapore Resuscitation and First Aid Council (SRFAC).

Se uma pessoa estiver inconsciente e apresentar apenas respirações agônicas, semelhantes a suspiros, engasgos ou puxadas de ar irregulares, essa respiração não deve ser considerada normal. Nessa situação, deve-se suspeitar de uma possível parada cardíaca, acionar imediatamente o serviço de emergência e iniciar a RCP conforme as orientações do atendimento de emergência.

O algoritmo oficial de Suporte Básico de Vida da AHA 2025 considera a ausência de respiração normal ou a presença apenas de gasping como sinais importantes para a ativação da resposta e início da RCP.

É necessário procurar o pulso?

Para o socorrista leigo, não é necessário interromper a avaliação para tentar identificar o pulso. As Diretrizes de Suporte Básico de Vida 2025 da American Heart Association (AHA)-“6. Sequence of Resuscitation” → “6.1 Recognition of Cardiac Arrest” orientam que o reconhecimento de uma possível parada cardíaca, por pessoas sem treinamento profissional, seja baseado principalmente na ausência de resposta e na ausência de respiração normal ou na presença apenas de respiração agônica (gasping), e não na verificação do pulso.

A recomendação é diferente para profissionais de saúde, que deve verificar o pulso por no máximo 10 segundos e, se não houver pulso definido, deve assumir que a pessoa está em parada cardíaca.

O que fazer nos primeiros minutos

A resposta inicial pode ser entendida como uma sequência: reconhecer → chamar ajuda → iniciar RCP → utilizar o DEA.

Primeiro, verifique se o local é seguro para você. Em seguida, tente obter uma resposta da pessoa. Se ela não responder e não estiver respirando normalmente, acione imediatamente o serviço de emergência.

No Brasil, o SAMU 192, do Ministério da Saúde , é o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia e o atendimento começa pelo chamado telefônico, durante o qual são coletadas informações e podem ser fornecidas orientações sobre as primeiras medidas.

Se houver outra pessoa presente, uma pessoa pode ligar para o serviço de emergência enquanto outra inicia a RCP e, se possível, outra busca um DEA.

O European Resuscitation Council (ERC) destaca que a pessoa geralmente perde a consciência e deixa de respirar normalmente. O ERC ressalta que chamar ajuda imediatamente, iniciar a RCP e utilizar um DEA quando disponível são medidas fundamentais diante de uma parada cardíaca.

Não espere o socorro chegar para começar a RCP

Uma das principais razões para a chamada cadeia de sobrevivência é justamente evitar que os primeiros minutos sejam perdidos. O European Resuscitation Council explica a Cadeia de Sobrevivência como uma sequência de ações que inclui reconhecimento, chamada de ajuda, RCP, desfibrilação, atendimento especializado e cuidados posteriores.

Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2026, disponível no PubMed , reuniu 72 estudos e 2.914.595 casos de parada cardíaca extra-hospitalar e encontrou associação entre RCP realizada por testemunhas e maior sobrevivência. Como os estudos incluídos foram observacionais, esses resultados demonstram associação e não provam, isoladamente, causalidade.

Como fazer a Ressuscitação Cardiopulmonar(RCP) corretamente

A Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) combina compressões torácicas e, quando apropriado, ventilações. Para um adulto em parada cardíaca, as recomendações atuais indicam realizar as compressões no centro do tórax, a uma frequência de 100 a 120 compressões por minuto. A profundidade deve ser de pelo menos 5 cm, evitando ultrapassar 6 cm, e o tórax deve retornar completamente após cada compressão. As interrupções devem ser reduzidas ao máximo durante a RCP. Essas orientações estão descritas nas orientações da American Heart Association sobre RCP e nas Diretrizes 2025 do European Resuscitation Council para Suporte Básico de Vida.

Animação em 3D que demonstra o efeito das compressões torácicas sobre o coração e a circulação durante a RCP.
Fonte: Action First Aid.

Quando o socorrista é treinado e realiza RCP convencional, a AHA recomenda ciclos de 30 compressões seguidas de 2 ventilações antes da colocação de uma via aérea avançada. Para pessoas sem treinamento ou que não desejam realizar ventilações, a AHA reconhece a RCP somente com compressões como uma opção para adultos que sofrem um colapso súbito.

Como posicionar as mãos

Coloque a base de uma mão no centro do peito, sobre a metade inferior do esterno. Coloque a outra mão sobre a primeira e mantenha os braços estendidos.

Posição correta do socorrista ao lado da vítima durante a RCP, com as mãos no centro do tórax sobre a metade inferior do esterno e os braços estendidos

Utilize o peso do corpo para realizar as compressões, mantendo um ritmo regular. Depois de cada compressão, permita que o tórax retorne completamente à posição inicial.

RCP somente com as mãos

Uma pessoa leiga que não tenha treinamento em ventilações ou que não se sinta capaz de realizá-las pode fazer RCP somente com compressões em um adulto em parada cardíaca.

Demonstração da realização de RCP somente com as mãos em um adulto.
Fonte: American Heart Association (AHA).

Isso é particularmente importante porque o receio de realizar respiração boca a boca não deve impedir que alguém inicie alguma forma de RCP. As orientações da AHA 2025 contemplam a RCP somente com compressões para adultos quando apropriado.

RCP com ventilações

Socorristas leigos treinados podem realizar RCP convencional. Para adultos, a sequência tradicional é de 30 compressões para 2 ventilações quando não há uma via aérea avançada.

As ventilações devem ser suficientes para produzir elevação visível do tórax, evitando ventilação excessiva.

Por que evitar interrupções desnecessárias?

As compressões ajudam a manter o fluxo sanguíneo durante a parada cardíaca. Por isso, a abordagem atual enfatiza compressões de alta qualidade e redução das interrupções.

Uso do DEA (desfibrilador externo automático)

O desfibrilador externo automático (DEA) é um equipamento que analisa o ritmo cardíaco e determina se um choque elétrico é indicado.

Demonstração do uso de um desfibrilador externo automático (DEA) em uma situação de parada cardíaca.
Fonte: SAMU 192 — Ministério da Saúde.

Uma preocupação comum é o medo de utilizar o equipamento incorretamente. Entretanto, os DEAs são desenvolvidos para orientar o usuário durante o procedimento.

As Diretrizes AHA 2025 recomendam utilizar o DEA assim que estiver disponível, sem atrasar desnecessariamente a RCP.

Como utilizar um DEA

  1. Ligue o DEA.
  2. Siga as instruções de voz ou da tela.
  3. Exponha o tórax da pessoa.
  4. Coloque os eletrodos conforme indicado.
  5. Não toque na pessoa enquanto o aparelho estiver analisando o ritmo.
  6. Se o DEA recomendar choque, certifique-se de que ninguém esteja tocando na pessoa.
  7. Aplique o choque conforme a orientação do aparelho.
  8. Retome a RCP imediatamente quando solicitado.

O algoritmo oficial de Suporte Básico de Vida da AHA orienta a utilização do DEA assim que disponível e a continuidade da RCP conforme as instruções do equipamento.

E se o DEA não recomendar choque?

Isso não significa que a emergência acabou. Nem todos os ritmos associados à parada cardíaca são tratados com desfibrilação. Quando o DEA não recomenda choque, siga as instruções do equipamento e continue a RCP quando orientado.

Como pedir ajuda e falar com o serviço de emergência

Ao ligar para o serviço de emergência, procure informar onde a emergência está acontecendo, que a pessoa está inconsciente, se ela está respirando normalmente e que existe suspeita de parada cardíaca.

Informe também quantas pessoas precisam de atendimento e responda às perguntas feitas pelo atendente.

No Brasil, o Ministério da Saúde informa que o SAMU 192 inicia o atendimento a partir da ligação telefônica. Os profissionais coletam informações, orientam as primeiras ações e o médico regulador pode orientar o socorro e acionar os recursos necessários.

Se possível, utilize o viva-voz. Isso permite que você continue prestando assistência enquanto recebe orientação.

Não desligue antes que o atendente indique que a ligação pode ser encerrada, salvo circunstâncias excepcionais.

O que fazer enquanto o socorro não chega

Continue a RCP seguindo as orientações do serviço de emergência e do DEA.

Se houver outra pessoa treinada, os socorristas podem se revezar nas compressões para reduzir a fadiga.

O objetivo é manter a RCP com o mínimo possível de interrupções.

Continue até que uma equipe treinada assuma o atendimento, a pessoa apresente sinais claros de recuperação, o DEA determine outra etapa ou você esteja fisicamente incapaz de continuar.

Quando a circulação retorna

Se a pessoa recuperar a circulação espontaneamente, isso não significa que a emergência terminou.

O atendimento após o retorno da circulação espontânea envolve cuidados especializados. As Diretrizes AHA 2025 sobre cuidados pós-parada cardíaca incluem recomendações relacionadas à oxigenação, ventilação, pressão arterial, temperatura, diagnóstico, controle de convulsões e outros aspectos do atendimento especializado.

O que não fazer durante uma parada cardíaca

Durante uma emergência, algumas atitudes podem atrasar medidas fundamentais.

  • Não espere para ver se a pessoa volta a si espontaneamente.
  • Não perca tempo tentando identificar a causa antes de iniciar a resposta.
  • Não tente determinar repetidamente o pulso se você é leigo.
  • Não atrase a RCP enquanto procura informações desnecessárias.
  • Não interrompa continuamente as compressões sem necessidade.
  • Não tenha medo de utilizar um DEA disponível.
  • Não ofereça água, comida ou medicamentos a uma pessoa inconsciente.
  • Não realize procedimentos para os quais você não possui treinamento.
  • Não transporte a pessoa por conta própria quando o serviço de emergência já está sendo acionado, salvo orientação específica.

O princípio geral é simples: reconheça, peça ajuda e comece a resposta imediatamente.

Situações especiais

Nem toda parada cardíaca ocorre nas mesmas circunstâncias. As Diretrizes AHA 2025 sobre circunstâncias especiais de ressuscitação incluem situações como afogamento, choque elétrico, gravidez, hipotermia, hipertermia, embolia pulmonar e intoxicações, entre outras.

Crianças e bebês

Crianças e bebês possuem recomendações específicas de ressuscitação. As diretrizes pediátricas apresentam diferenças em relação à abordagem do adulto, incluindo técnicas de compressão e ventilação.

Por isso, pessoas que trabalham regularmente com crianças, como pais, cuidadores, professores e profissionais de atividades físicas, podem se beneficiar de treinamento específico em RCP pediátrica.

Afogamento

O afogamento apresenta particularidades porque a falta de oxigênio desempenha papel importante na deterioração da vítima. Por isso, a abordagem de uma parada relacionada ao afogamento possui recomendações específicas nas diretrizes de ressuscitação.

Gravidez

A parada cardíaca durante a gravidez exige adaptações específicas e atendimento especializado. A gravidez está entre as circunstâncias especiais contempladas nas Diretrizes AHA 2025 .

Para o socorrista leigo, a prioridade continua sendo reconhecer a emergência, acionar o serviço de emergência e iniciar a ressuscitação conforme orientação.

Trauma

Em uma parada associada a trauma, podem existir simultaneamente hemorragias, lesões torácicas, problemas de vias aéreas e outras causas potencialmente reversíveis.

A segurança do local deve sempre vir primeiro.

Intoxicação por opioides

As Diretrizes AHA 2025 incluem recomendações específicas para suspeita de intoxicação por opioides e contemplam o uso de antagonistas opioides em determinadas situações.

Entretanto, quando existe parada cardíaca, a RCP não deve ser substituída por esse procedimento.

Choque elétrico

Em um acidente elétrico, a segurança do socorrista é fundamental. Não toque na vítima enquanto ela ainda estiver em contato com uma fonte elétrica ativa.

A fonte de energia deve ser desligada ou isolada de maneira segura antes do contato com a vítima. Depois que o perigo for eliminado, acione o serviço de emergência e inicie a assistência conforme orientação.

Como reduzir riscos e se preparar

Nem toda parada cardíaca pode ser evitada. Entretanto, a preparação pode melhorar a capacidade de resposta quando uma emergência acontece.

Aprender RCP é uma das formas mais importantes de preparação. Também é útil conhecer o número do serviço de emergência, saber onde existem DEAs próximos da residência ou do trabalho e identificar pessoas do círculo familiar ou profissional que possuem treinamento em RCP.

Treinamento faz diferença

As diretrizes contemporâneas dão importância à educação em ressuscitação e ao desenvolvimento de habilidades práticas. O objetivo não é simplesmente conhecer teoricamente a sequência de RCP, mas desenvolver capacidade suficiente para agir quando necessário.

O ERC 2025 inclui educação em ressuscitação entre os componentes das suas diretrizes e enfatiza a importância dos sistemas de resposta e treinamento.

Preparação em locais públicos

Em ambientes como academias, clubes, escolas, empresas e condomínios, a existência de um plano de emergência e acesso rápido a um DEA pode facilitar a resposta.

Uma preparação adequada reduz a dependência de improvisação justamente quando uma emergência exige decisões rápidas.

Mitos e verdades

"Parada cardíaca e infarto são a mesma coisa."

Mito. São condições diferentes. Um infarto ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma região do músculo cardíaco é comprometido. A parada cardíaca envolve perda da circulação efetiva. Um infarto pode provocar uma parada, mas nem todo infarto provoca parada cardíaca.

"Se a pessoa está dando pequenos suspiros, ela não está em parada."

Mito. Respirações agônicas podem acontecer durante uma parada cardíaca. Uma pessoa inconsciente que não apresenta respiração normal deve ser tratada como uma possível parada cardíaca, conforme as recomendações da AHA .

"Só profissionais de saúde podem fazer RCP."

Mito. As diretrizes de suporte básico de vida contemplam socorristas leigos treinados e não treinados. Uma pessoa leiga pode iniciar compressões torácicas em um adulto que esteja inconsciente e não respire normalmente.

"Fazer RCP pode causar uma fratura."

Verdade. Lesões podem ocorrer durante compressões torácicas. Entretanto, diante de uma pessoa em parada cardíaca, a prioridade imediata é tentar manter a circulação até que o atendimento especializado possa assumir.

"É melhor esperar a ambulância."

Mito. A cadeia de sobrevivência enfatiza a necessidade de reconhecimento, chamada de ajuda, RCP e desfibrilação precoces quando indicadas.

"Tenho que saber usar o DEA antes de utilizá-lo."

Mito. Os DEAs fornecem instruções ao usuário e analisam o ritmo cardíaco antes de recomendar ou não a aplicação do choque.

"RCP garante que a pessoa sobreviva."

Mito. A RCP é uma intervenção fundamental, mas não garante sobrevivência. O resultado depende de diversos fatores, incluindo causa da parada, ritmo inicial, tempo até o início da RCP, acesso à desfibrilação, resposta ao tratamento e cuidados posteriores.

Perguntas frequentes

O que fazer primeiro em uma parada cardíaca?

Verifique se o local é seguro, avalie se a pessoa responde e observe sua respiração. Se ela estiver inconsciente e não estiver respirando normalmente, acione o serviço de emergência e inicie a RCP.

Qual é o número do SAMU?

No Brasil, o SAMU é acionado pelo número 192. O serviço é gratuito e funciona 24 horas por dia, segundo o Ministério da Saúde .

Qual é a frequência das compressões na RCP?

Para adultos, a recomendação é de 100 a 120 compressões por minuto.

Qual deve ser a profundidade das compressões?

Em adultos, aproximadamente 5 a 6 cm, conforme as recomendações atuais de suporte básico de vida.

Preciso fazer respiração boca a boca?

Se você é leigo e não possui treinamento ou não se sente capaz de realizar ventilações, pode realizar RCP somente com compressões em um adulto em parada cardíaca. Socorristas leigos treinados podem realizar RCP convencional com compressões e ventilações.

Quando devo usar o DEA?

Assim que estiver disponível, seguindo as instruções do aparelho e evitando atrasos desnecessários na RCP.

Posso usar o DEA em uma pessoa que não conheço?

Sim. O equipamento é destinado à utilização em emergências de parada cardíaca e fornece instruções durante o processo.

E se o DEA não recomendar choque?

Siga as instruções do equipamento e continue a RCP quando orientado.

Como diferenciar parada cardíaca de infarto?

Na parada cardíaca, a pessoa normalmente está inconsciente e não respira normalmente. No infarto, a pessoa frequentemente permanece consciente e pode apresentar dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, náuseas ou outros sintomas.

Uma pessoa pode sobreviver a uma parada cardíaca?

Sim. A sobrevivência é possível, especialmente quando a emergência é reconhecida rapidamente e medidas como RCP e desfibrilação, quando indicada, são iniciadas precocemente. Entretanto, nenhum desses procedimentos garante sobrevivência.

Conclusão

A parada cardíaca é uma emergência em que tempo e resposta adequada são fundamentais.

Para o público geral, não é necessário identificar o ritmo cardíaco nem determinar exatamente a causa da parada antes de agir. O essencial é reconhecer uma pessoa inconsciente que não respira normalmente, chamar o serviço de emergência, iniciar compressões torácicas e utilizar um DEA assim que possível.

As Diretrizes AHA 2025 e as Diretrizes ERC 2025 reforçam a importância da RCP de alta qualidade, da desfibrilação precoce quando indicada e da integração entre quem presencia a emergência, os serviços de emergência e a equipe especializada.

No Brasil, o SAMU 192 também desempenha papel importante porque o atendimento começa pelo telefone, permitindo que a Central de Regulação oriente as primeiras ações enquanto os recursos necessários são mobilizados.

Aprender RCP antes de uma emergência acontecer é uma forma concreta de preparação. Em uma situação real, saber reconhecer a parada e iniciar rapidamente as primeiras medidas pode contribuir para manter a circulação até a chegada do atendimento especializado.

Importante: este conteúdo possui finalidade informativa e educativa. Ele não substitui treinamento prático, avaliação profissional ou orientação do serviço de emergência durante uma situação real.

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Referências

  1. American Heart Association. 2025 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care — Executive Summary.
    Acessar o resumo oficial das Diretrizes AHA 2025
  2. American Heart Association. 2025 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care — Adult Basic Life Support.
    Acessar a diretriz oficial
  3. American Heart Association. Adult Basic Life Support Algorithm for Health Care Professionals. 2025.
    Acessar o algoritmo oficial de Suporte Básico de Vida
  4. European Resuscitation Council. European Resuscitation Council Guidelines 2025. 2025.
    Acessar as ERC Guidelines 2025
  5. European Resuscitation Council. Adult Basic Life Support — Guidelines 2025.
    Acessar o material oficial do ERC
  6. European Resuscitation Council. Chain of Survival.
    Acessar a Cadeia de Sobrevivência
  7. Ministério da Saúde — Brasil. Serviço de Atendimento Móvel de Urgência — SAMU 192.
    Acessar a página oficial do SAMU 192
  8. American Heart Association. Adult and Pediatric Special Circumstances of Resuscitation — 2025 AHA Guidelines.
    Acessar a diretriz sobre circunstâncias especiais
  9. American Heart Association. Post-Cardiac Arrest Care — 2025 AHA Guidelines.
    Acessar a diretriz sobre cuidados pós-parada
  10. PubMed. Effect of Bystander CPR on Survival After Out-of-Hospital Cardiac Arrest: A Systematic Review and Meta-Analysis. 2026.
    Acessar o artigo no PubMed

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